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DAS DRAGAS PARA A BIKE

Na década de 60 no Cais Marcílio Dias no porto de Porto Alegre haviam inúmeras dragas que ali trabalhavam no Rio Guaíba. Parte do sistema que atuava os braços mecânicos e esteiras dessas dragas usavam modos de correntes, o qual não era possível usar uma boa lubrificação por questões ambientais.

Essas correntes tinham vida curta devido ao desgaste causado pelo grande atrito que sofriam além da umidade e areia. A manutenção era muito cara. Foi então que uma empresa química que era fornecedora de produtos para o Cais, resolveu idealizar algo.

Desenvolveu então um lubrificante a base de parafina e óleos  minerais. Esse então foi levado a teste e sendo aplicado nas correntes de uma das dragas, obteve um ótimo resultado de lubrificação. Ganhando também certificado de autorização através do Órgão Ambiental para uso, pois, esse lubrificante não se misturava com água, não causando assim nenhuma interferência ao meio ambiente. Além de é claro a manutenção das correntes das dragas tornou-se em menor escala, pois, estavam durando muito mais.

Foi então que o Filho do tal criador desse Lubrificante teve uma necessidade. Ciclista e vendedor de Ferramentas nas oficinas Automotivas na Região onde ainda mora. Em julho de 2017 quando fora buscar sua primeira MTB Scott 960 em uma loja na Cidade de Taquara e que ao retornar com a bela Nave para sua casa… teve a infelicidade de ter seu carro atingido por um veículo que estava em fuga da PRF. Veículo esse que colidiu segundo perícia, a 77 km atingindo a lateral esquerda fazendo com que o carro virasse e fosse arrastado até o poste próximo. Felicidade por não ter sofrido nenhum ferimento grave e nem sua Bike que estava dentro do carro.

A partir de então, sem carro para trabalhar, o negócio foi usar a Bike mesmo. Não a Scott nova, mas outra que possuía. Chuva, frio, vento… o único jeito era trabalhar e pedalar. Se adaptar a nova fase.

Como pedalava em média 50 km por dia, as manutenções da Bike foram aparecendo e os custos também. A qualidade dos materiais como pneus, câmeras, bombas de encher, remendos e rolamentos foram se tornando extremamente necessários. Assim como um bom Lubrificante para ser usado na corrente e que não saísse na chuva. Foram usados de tudo um pouco, mas os bons eram muito caros e quando chegava a hora de comprar, a grana estava curta.

Eis então que surge a lembrança do Pai que quando jovem, havia trabalhado em uma empresa de produtos químicos. Começou a vasculhar as caixas de materiais e pertences que ficaram de seu Pai falecido… Foram encontrados muitas páginas de fórmulas e misturas de líquidos, ácidos, combustíveis, sabão de areia entre outros… até que em meio a tanta informação fora reconhecido o desenho de uma corrente e uma máquina grande e que na folha abaixo estavam escritos alguns produtos e seus pesos.

Foi realizado uma mistura e constatado um lubrificante. Aplicado na corrente da Bike que trabalhava, foi surpreendido pela eficiência do produto. Boa Lubrificação e super resistente a água e que durava muito. Cerca de 400 km com uma aplicação. Porém, precisava de alguns ajustes para o uso na Bike. Daí em diante foram mais de 30 mil km até a fórmula final. Sendo que uma das (Bike) rodou 23 mil km com a mesma relação sem apresentar problemas.

O objetivo era um produto Lubrificante fácil e rápido de aplicar, muito resistente a água, barro, lama e que dificilmente saísse da corrente. Surge o B3L!

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Draga Anfíbia

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